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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Saravá Seu Zé Pilintra : Genimar


01- Saravá Seu Zé Pilintra
02- Zé Pilintra Chegou
03- Galo Preto
04- Moça da Praça
05- Girando na Rua
06- Treme Terra
07- Atina Atina
08- Meu Pai Oxalá
09- Ponto de São Jorge
10- Pai Xangô
11- Marinheiro Eu Sou
12- Janaína
13- Rompe Mato
14- Sultão das Matas

Lançamento: década de 70 gravadora: Vibrações, relançado na década de 80 pela Cáritas/A Universal tendo várias outras tiragens até a década de 90.

Contribuição: Adriano


leia o "Termo de Uso do Discos de Umbanda"

Nota 1:
Genimar foi um dos ícones umbandistas a invadir o mundo “pop” das rádios brasileiras, com “Janaína” e “Moça da Praça”, pelo menos durante algum tempo. A capa é um clássico absoluto – todo mundo se lembra de tê-la visto pelo menos uma vez na vida e de 10, pelo menos 7 umbandistas tinham esse disco em casa. E o disco é muito bom, minha gente! Genimar é uma senhora cantora (uma pena que sumiu!) sua voz forte, presente, a meio caminho entre o samba e aquele tipo de empostação típica das mães de santo lá das quimbandas e catimbós. Não há data no LP. Um alabê muito bom toca forte o atabaque e afinal, a banda inteira é excelente, compondo com a voz de Genimar um entrosamento poucas vezes visto mesmo na música popular dos dias de hoje. 


Nota 2:
Este disco é mais um daqueles altamente recomendáveis: se você é do santo, gosta da música do santo ou simplesmente gosta de samba, o que é mais comum, por favor não morra sem ouvir este disco! Este disco, embora não seja tão conhecido, pode ser considerado não só um clássico da música sacra, mas também um clássico do samba nacional; nele, o que encontramos são sambas com a temática umbandista.

Como sabemos, o samba é, na música popular, a derivação mais óbvia e original da música dos terreiros; dizem que o primeiro samba gravado, "Pelo Telefone" foi feito na casa de Tia Ciata, afamada mãe-de-santo do seu tempo. Alias, pelo que nos diz um dos capítulos (se não me engano o sétimo) do livro "Macunaíma, o Herói Sem Nenhum Caráter", de Mário de Andrade, na casa de Tia Ciata o samba começava logo depois da macumba...

E, neste disco, encontramos não só o samba dialogando com suas origens, mas também uma senhora interpretação, pois essa tal Genimar é realmente uma belíssima cantora; sua voz casa muito bem com os instrumentos da banda que a acompanha (pena que no disco não há referência alguma aos músicos que dele participaram, nem a data da gravação; so há a referência aos compositores das faixas) e é bem apropriada e incisiva para calar fundo em nosso coração as coisas do universo dos terreiros. A percussão e as cordas que a acompanham não ficam atrás: o solo de cavaquinho que abre algumas faixas é genial...

Enfim, é um disco realmente inesquecível e indispensável não só para os amantes das coisas do santo, mas também para os amantes de boa música!


Um comentário:

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